Toda vez que se sentia só ela tinha vontade de gritar para todos lhe darem atenção. E sempre acontecia o contrário. Parecia um complô contra sua pessoa. Aquele dia acordara com o pé esquerdo e já tinha certeza que não deveria ter saído da cama quando brigou com a mãe e perdeu o ônibus chegando atrasada para a aula que resolveu não entrar. Estava lá, sozinha no saguão da faculdade lendo seu livro de bolso, mas com toda sua atenção nos pensamentos. Pensava como sua vida foi patética até o momento. Ela se sentia como um tripulante de um transatlantico sem previsão para aportar. Decidiu naquele momento pular e nadar. Colocar em prática suas idéias de vida e não mais passar pelos dias apenas cumprindo suas obrigações. Fechou o livro e sorriu.
"arte revolucionária deve ser uma mágica capaz de enfeitiçar o homem a tal ponto que ele não mais suporte viver nesta realidade absurda" GLAUBER ROCHA
quinta-feira, 18 de novembro de 2004
domingo, 14 de novembro de 2004
sim, eu nunca tenho assuntos, e daí? Sempre que chego em frente a essa telinha que estou vendo bem agora me dá um branco e eu não consigo pensar em nada para escrever! Então vou escrever pecuinhas de um bloguinho diário já que meus fãs estão ansiosos de um post novo para comentarem e dormirem feliz!
Sim eu fui para o Positivo, não, não é um boato. E não gostei muito das aulas vou logo avisando. Mas um professor me chamou a atenção: o gaúcho. Ele usava uma boina muito comunistinha e eu já achei isso muito legal! Mas a aula do cara é só tirando com a cara das patricinhas e de shoppings centers e tal! E o melhor: ninguém ri das piadas dele porque as pessoas realmente se sentem ofendidas e ficam brabas com os comentários! E ele dá aula de biologia, não é nada muito polêmico. Enfim, o cara manda muito bem!
Eu tenho uma teoria que nunca publiquei e pela minha falta do que dizer lembrei-me dela por sorte agora e vou tentar explicá-la. "Pra mim tudo, na verdade quase tudo, é, ou poderia ser, um pote". E o mais belo da minha teoria é que pote é uma palavra muito legal. Falem alto por fazor e notem a sonoridade gustativa e colorida que vem relacionada com a palavra. POTE. Note isso. E uma palavra tão pequenina, diria quase insignificante perto de muitas outras mais complexas, pode resumir muitas coisas, quase todas as coisas que existem. Todos os conteiners, tapewares, bacias, panelas, ziplocs e travessas são nomes chiquezinhos do genérico pote. Qualquer recipiente, todas as coisas que tenham lados e um fundo podériam ser potes. Comecem a notar isso. Não eu não sou insana, é apenas uma teoria que formei nas horas vagas.
Não tenho mais o que dizer agora. Vou-me embora para caiobá!
Sim eu fui para o Positivo, não, não é um boato. E não gostei muito das aulas vou logo avisando. Mas um professor me chamou a atenção: o gaúcho. Ele usava uma boina muito comunistinha e eu já achei isso muito legal! Mas a aula do cara é só tirando com a cara das patricinhas e de shoppings centers e tal! E o melhor: ninguém ri das piadas dele porque as pessoas realmente se sentem ofendidas e ficam brabas com os comentários! E ele dá aula de biologia, não é nada muito polêmico. Enfim, o cara manda muito bem!
Eu tenho uma teoria que nunca publiquei e pela minha falta do que dizer lembrei-me dela por sorte agora e vou tentar explicá-la. "Pra mim tudo, na verdade quase tudo, é, ou poderia ser, um pote". E o mais belo da minha teoria é que pote é uma palavra muito legal. Falem alto por fazor e notem a sonoridade gustativa e colorida que vem relacionada com a palavra. POTE. Note isso. E uma palavra tão pequenina, diria quase insignificante perto de muitas outras mais complexas, pode resumir muitas coisas, quase todas as coisas que existem. Todos os conteiners, tapewares, bacias, panelas, ziplocs e travessas são nomes chiquezinhos do genérico pote. Qualquer recipiente, todas as coisas que tenham lados e um fundo podériam ser potes. Comecem a notar isso. Não eu não sou insana, é apenas uma teoria que formei nas horas vagas.
Não tenho mais o que dizer agora. Vou-me embora para caiobá!
quarta-feira, 10 de novembro de 2004
Capra
Cheguei em casa e ainda fui ver uma entrevista/palestra do F. Capra (nome impronunciável) um físico, filósofo e ecologista austríaco que agora mora nos Eua. O cara manja muito de todos os assuntos, mas teve alguns tópicos mais relevantes que gostaria de comentar: primeiro o cara não tem televisão em casa, vê todas as notícias pela internet e sua filha de 18 anos, se assistiu 3 horas de tv na vida toda foi muito! Ele falou do governo Lula está muito bem internacionalmente mas diz que entende algumas decisões que ele teve que tomar (como a liberação de trangênicos) totalmente sob pressão - mas os brasileiros não conseguem entender isso! O que um pouco de conhecimento não faz com uma pessoa! Um estudo muito legal que um amigo dele fez é que 50% de combustível que o carro utiliza para se movimentar poderia ser economizado se fosse usado na fabricação do carro plástico e fibra de carbono na carcaça. E dos outros 50%, 25 poderia ser trocado pelo bio-combustível, que o Brasil está começando a produzir, e os 25% restantes seriam vindos de energia luminosa, eólica... Outro tópico super interessante foi das empresas trangênicas que mentem sobre seu real motivo. Elas pregam acabar com a fome mundial, mas não é a falta de comida que causa esse problema, e sim a desigualdade humana que existe entre as pessoas. Que as empresas transgências só visam o lucro com suas sementes patenteadas, elas impedem a troca de sementes entre os agricultores e pesquisas recentes também comprovaram que fazendas que produzem transgênicos usam muito mais pesticidas, voltando a proposta inicial dessas empresas. Uma soluçao sugerida seriam pequenas fazendas que só produzissem alimentos orgânicos para abastecer uma menor parcela da população, assim o solo continuaria fértil e pequenas comunidades seriam auto-sustentáveis. Ele propôs que como as potências já exploraram muito o Brasil sem nunca dar nada em troca e a Amazônia sendo patrimônio mundial que influencia todo o mundo, pelo menos um pedaço da dívida externa poderia ser "perdoada". Tá, isso talvez seja um pouco utópico demais! Mas e daí, quem não sonha não faz acontecer (sim, piegas, mas verídico). Vou dormir mais feliz sabendo que não sou utópica sozinha no mundo!
terça-feira, 2 de novembro de 2004
uma dessas coisas que estamos sujeitos a ouvir quando andamos a pé por essa cidade surpreendente. A caminho do Dom Bosco, sozinha, às seis e meia da manhã com minha malinha nas costas e frio no corpo inteiro. Um casal sujo ziguezagueava pela rua se aproximando de mim.
- Ô Zé, não vai mexê com as meninas não em!
e é por essas e outras que eu não bebo!
- Ô Zé, não vai mexê com as meninas não em!
e é por essas e outras que eu não bebo!
quarta-feira, 29 de setembro de 2004
18 ANOS EU! muito velha! hahaha Essa foto é de um tempão atrás na casa da Guetter mas era uma das únicas que eu tinha sozinha (em partes né, fora uma mão e um cintra ali atrás,,,) e estou eu com minha vasta cabeleira e ainda tem "alguém" tentando "cortar" meu cabelo, humpf essa mão de tisorinha aí! detalhe do capo vazio que continha bebidas alcoólicas, que na época, ainca jovem, era proíbida por lei de beber! mas AGORA já posso! uhuul MASSA!
quinta-feira, 23 de setembro de 2004
estória surreal
Passou por mim rápido. Andava a passos decididos, firmes, não olhava muito para os lados. Meu objetivo mudou de passar na farmácia e ir para casa para: seguir ele. Ele não demonstrava ser comum, indo ao supermercado ou à um banco. Parecia um daqueles atores de filmes pedantes que caminham em direção ao suicídio, um assalto ou algo que o valha. Queria muito ver onde ele ia, mas ele andava muito rápido, eu estava quase correndo para acompanhá-lo. Até agora seu destino coincidia com o meu. Enquanto andávamos (eu carria) fui reparando em seus trajes. Calçava um All Star verde musgo e vestia uma calça jeans meio justa (também na canela) que deduzi ser um preto desbotado pelo tempo e um casaco igualmente justo da mesma cor que o All Star. Estava matutando até onde o seguiria, onde será que ele estava indo, quando atravessou a rua. Fiz o mesmo logo em seguida. Pude reparar que seu cabelo loiro e mal cortado estava a dias sem ser lavado. Já estava cansada e a farmácia era logo adinate, mas eu tinha que continuar seguindo-o. Ele começou a olhar para o outro lado da rua. Parecia medir os prédios que lá estavam. Logo atravessou (de novo) e se dirigiu ao prédio na sua frente. Eu atravessei rápido e, fingindo que olhava uma vitrine de sapatos que depois notei serem masculinos, que era do lado da portaria, tentava ouvir o que ele falava ao interfone, se é que falou alguma coisa, porque não consegui ouvir nada. Mas a porta se abriu e ele entrou. Não sabia se tentava entrar ou se pelo menos perguntava para o porteiro que era ele, mas não conseguia nem ver se tinha algum porteiro. Reparei que a farmácia a qual precisava ir ficava do outro lado da rua. Fuia até lá, entrei e pedi o remédio. A simpática balconista pediu que eu esperasse. Fui até a janela da onde podia-se ver o prédio bem a frente. Estava observando tudo, espremendo os olhos pra tentar enxergar melhor e pasmem: tinha um homem em uma janela. quase só podia ver sua silhueta, mas dava pra ver que era loiro.... Fiquei atônita e vidrada naquela figura, como se a qualquer momento alguma coisa fosse acontecer. e ele, grudado na janela (aberta), olhava para cima, para baixo, fazia alguns movimentos, mas não saía dali! Estava decidindo se ligava para os bombeiros, ou se ia no prédio tentar achar o apartamento em que ele estava, quando a gentil atendente me chamou informando que o remédio estava pronto. Parece que aquela voz me trouxe para a realidade, devia estar alucinando mesmo. Paguei, peguei o remédioe fui para casa. Nunca vou sabe o que aconteceu.
sábado, 11 de setembro de 2004
história de amor
Muito mais velho. Mora em outra cidade. Totalmente desconhecido até alguns dias atrás. Diz que sua vida foi aquela que todos queriam ter. Impulsivo. Tem tudo o que não me agrada em um cara. Mas ela gosta. Então por que não? Ela precisa de uma pessoa animada e empolgada com a vida. É tudo o que ela precisa. Eu teria medo. Mas ela foi em frente do mesmo jeito! E o final? Sei lá! E tudo o que eu não quero dizer é "eu avisei". Espero que sejam felizes.... muitooo!
quinta-feira, 2 de setembro de 2004
Senhor Reitor
Queria, através desta, expor minha opinião sobre as cotas que serão adotadas no vestibular da UFPR 2005. Sei que eu, estudante branca de escola particular, sou suspeita por falar. Mas não estou querendo mostrar o lado de outros milhares de vestibulandos como eu. Não quero de maneira nenhuma defender minha vaga na Universidade. Estou lhe mandando esta carta em nome de todos os negros e pardos. Meu professor de história acabou de contar-nos da reunião que ele teve com o senhor ontem mesmo. Estou bem triste com toda essa situação. Tudo isso só mostra como nossa sociedade é preconceituosa. O que vocês estão fazendo é apenas assumir que o ensino médio público é ruim (o que todos já sabem) e que os negros são diferentes dos brancos (idéia que infelizmente ainda é tida por muitos). Tentei vestibular ano passado, mas sei que não estava muito bem preparada! Este ano estou estudando muito e sei que não é justo eu competir com alunos que sempre estudaram em escolas públicas. Tenho vários amigos nessa situação, e sei que eles tem bem menos chances do que nós. Todos sabem disso. O que todo mundo, incluíndo o senhor, sabe é que a solução desse poblema seria melhorar a qualidade de esnsino público. Investir em salários para melhores e mais professores tanto no ensino fundamental e médio, como no ensino superior, para poder aumentar o número de vagas. Sei que a solução demoraria para surtir efeito, mas seria uma coisa definitiva. Vocês não podem simplismente dar vagas para que eles tenham chances de entrar em uma Universidade de qualidade. Eles tem que competir de igual para igual. Outra saída também válida é investir em bolsas de estudos para alunos que passaram na PUC-PR ou em outras faculdades e não podem pagar. Mas isso tudo é válido apenas apara alunos da rede pública. Ainda não entendi essa de cotas para negros. Eles por acaso têm menos competência que os brancos? Ou vocês simplismente assumiram que todo "preto é pobre"?? Realmente tentei estender essa percentagem nas vagas. Não existem raças. Todas as pessoas são iguais. Aliás o senhor é muito mais parecido genéticamnete com negros do que com vários brancos. Assim como eu. Assim como todos os outros pré-universitários. Então por que essas cotas?
Sei que a comissão de vestibular não vai mudar por que uma menina de 17 anos está se indagando. E também não espero que vocês me respondam, muito menos deêm explicações ao público. Apenas quero que vocês sejam justos e saibam qual é a melhor decisão a tomar. Sejam justos acima de tudo. E por favor, não sejam preconceituosos. Vou ficar muito satisfeita se vocês apenas lerem e pensarem em tudo. Vocês são inteligentes, tenho certeza que entenderão a indignação de toda a população. Apenas repensem...
Sei que a comissão de vestibular não vai mudar por que uma menina de 17 anos está se indagando. E também não espero que vocês me respondam, muito menos deêm explicações ao público. Apenas quero que vocês sejam justos e saibam qual é a melhor decisão a tomar. Sejam justos acima de tudo. E por favor, não sejam preconceituosos. Vou ficar muito satisfeita se vocês apenas lerem e pensarem em tudo. Vocês são inteligentes, tenho certeza que entenderão a indignação de toda a população. Apenas repensem...
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