quinta-feira, 21 de julho de 2005


Atalaia - Fernando de Noronha - PE - Brasil

Impressionante!

Perder uma semana de aula: duas provas.
Custo total da viagem: caro!
Viagem de avião: cansativa.
Conhecer as duas praias mais bonitas do Brasil, ver muitos golfinhos, nadar com tartarugas, surfar (tudo bem que uma onda só...) na Cacimba do Padre, ver a sua sombra na areia boiando no mar com 3 metros de profundidade, nadar em piscinas naturais, ver dois tubarões de pertinho, rodízio de sushi com excelente companhias, presenciar pores-do-Sol de cinema, passar por cima de uma raia com o teu tamanho, conhecer pessoas que realmente se preocupam com a natureza e que fazem de tudo para você se sentir "em casa": não tem preço.


Faltam palavras para o que vimos nessa viagem. Não adianta colocar inúmeras fotos, elas não conseguem passar a energia do lugar. Simplismente lindo!!
PS: todas as fotos publicadas foram tiradas por nós (eu e fer), nenhuma é cartão postal ou fotos de internet! Qualquer leigo tira fotos lindas, não tem como errar!

terça-feira, 5 de julho de 2005

Admirável Mundo Novo

A filosofia mecanicista explica tudo de forma racional. Ela faz uma alusão do homem com a máquina. Compara, através de uma metáfora, o mundo com um relógio, funcionando mecanicamente. Os principais expoentes dessa filosofia foram Galileu e Descartes. Galileu juntou o experimentalismo de Bacon com o racionalismo de Descartes, explicando fatos por essa lógica.
Os acontecimentos ocorridos durante a vida de uma pessoa são explicados pelo mecanicismo como uma necessidade humana. A necessidade é o que aproxima o homem do animal, que os fazem semelhantes. Trabalho, esporte, lazer, educação, sexo, industria cultural, ciência, tecnologia, arte, evolução, progresso, família e amor são temas que podem ser explicados racionalmente, pelas vontades que o homem tem em dados momentos. Já o nascimento, morte e sentido da vida tem significados mais amplo. São conseqüências de atos exercidos pelas necessidades. A filosofia mecanicista vê as coisas como uma máquina, matéria em movimento. E a vida segue um rumo normal, com acontecimentos racionais que seguem um padrão racional de comportamento humano.
Os homens do Admirável montaram uma sociedade que julgavam perfeita. Eles fizeram das necessidades suas prioridades, dividindo-as para diferentes grupos de pessoas. Nessa sociedade não podia existir guerras, porém também não se sabia o que era o amor. Tudo era racional e automático, privando o ser de escolhas e recompensas. Cada homem dos diferentes grupos exercia sua tarefa mecanicamente.
Os habitantes do Admirável não podiam, no entanto, ter sentimentos ou opinião sobre nada. A morte era tratada friamente, e não era permitido engravidar. Os dias eram rotinas. A promiscuidade incentivada. O amor era ridicularizado. Eles viviam para fazer o “organismo” funcionar. Não tinham metas nem sonhos. Não existiam famílias também. Os bebês eram feitos em laboratórios de acordo com o que a sociedade estava precisando. Alguém que goste de trabalhar, alguém que queira pesquisar, pessoas bonitas para participar das festas, etc.
Os homens de fora do Admirável eram vistos por estes como selvagens, primitivos, menos inteligentes. John tinha valores muito diferentes aos daqueles do Admirável. Ele se permitia sentir e realizar o que sentia. Ir atrás do que sonhava. Ele não era uma máquina, que apenas funciona sem pensar no que faz, sem gostar do que faz. Ele queria viver a vida intensamente, sentir o mundo e as pessoas ao seu redor. Amar os outros e o mundo em que vivia. Fazer o que tem vontade e não fazer apenas o que é certo ou errado. Fazer escolhas usando o sentimento e não a razão.
Opondo-se ao que o mecanicismo prega, John não é apenas um integrante do sistema ajudando no seu bom funcionamento. Ele não pratica apenas suas necessidades. Ele tem vontades diferentes das essenciais que todos os outros têm. E isso faz dele um ser único. Uma pessoa diferente de todas as outras. Ele não age por instinto. Não trabalha porque precisa e transa com qualquer uma porque tem vontade naquele momento. Faz as coisas por escolha própria.

quinta-feira, 30 de junho de 2005

normal

Sabe quando você tá naquela época em que nada de emocionante acontece, nenhum grande acontecimento: nem bom, nem ruim? Pois é, é assim que estou agora.
Todos os dias acordo já sabendo que nada vai acontecer para desiquilibrar essa balança da monotonia. O céu tá sempre cinza, o clima tá sempre ameno, o computador sempre ligado, a música sempre tentando me acordar, ora do sono, ora da sonho. Quero pular, rir, cantar, chorar, gritar, correr, jogar, fazer qualquer merda que não ficar parada. Sem conseguir respirar ainda por cima!
As saídas com os amigos são boas. Embora pareça que eu to em um concurso de popularidade o tempo todo. Quero apenas me divertir. Não me importar mais com nada.

terça-feira, 21 de junho de 2005

menina atropelada

Me identifiquei muito com Descartes durante uma aula de filosofia. Mas tem muitos apectos que simplismente não entendo. Ele afirmava que o mundo todo é racional e que você só pode acreditar nas coisas que pode provar. Teus sentidos te enganam o tempo todo portanto não são confiáveis. Devem ser ignorados. Tudo o que você vê, sente, cheira, enfim, tudo o que está ao seu redor podem não existir. Podem ser uma ilusão. Ele acreditava que só o pensamento poderia provar que algo existe. "Penso logo existo".
Então como explicar uma menina atropelada pelo biarticulado? A chuva caindo em cima dos curiosos que se amontoavam em volta do ônibus vermelho atravessado no meio da via rápida. A luz das ambulâncias e dos carros que tentavam passar com cuidado, e outros, menos pacientes que buzinavam freneticamente. Issso tudo parecia bem real para mim.
Foi como se o tempo tivesse parado. Nada mais fazia sentido naquele momento. A perna estraçalhada, a dor que ela sentia eu pude quase sentir em mim, só de olhar. Não tem como explicar como essas coisas acontecem. Mas elas acontecem. A dor é real. Não tem como ignorar.

terça-feira, 14 de junho de 2005

...

Cansei de decorrer sobre temas quaisquer aqui. Acabou o assunto e acabou a paciência. Se você não entende o que eu falo, problema é teu cara.
Onde está o sensato? Partiu. Cadê a verdade? Tô procurando. E a lucidez? Casou com o sensato e se mudaram pra bem longe.


Let´s get retard.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

esse Galvão!

Jogo contra o Paraguay:
-E aí casagrande, foi bom pra você?
-Foi muito bom sim Galvão...
Jogo contra a Argentina:
-E nesse primeiro tempo a argentina deu um chocolate (pausa) no Brasil!

(????)

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Acho que tô ficando velha

Minha tv a cabo não tá funcionando. Esses dias acordei meio cedo (umas 10h da madrugada) e resolvi ir ver uma tevezinha... Adoro ver tv de manhã porque passa desenhos!! Globo tava passando aquela jacú da Ana Maria Palha lá, nossa, não dá pra suportar ver 10 minutos seguidos daquilo, é muito ruim! Torturante. Então o jeito foi colocar na SBT. Tava passando desenho. Ebaa. Até aí tudo bem. Mas quando o desenho acabaou, umas pessoas estranhas com roupas descoladas dançando umas musiquinhas bregas e cantando apareceram. Credo! E não era nem a Eliane muito menos a Mara Maravilha. O que aconteceu com a tv matinal dos dias de hoje? As crianças são obrigadas a ver um casal de pirralhos com roupas transadas, chapinha no cabelo, dublando músicas ruins ao mesmo tempo que dançam uma coreografia repetitiva e chata. Onde estão as roupas bregas, cata ovo, maria chiquinha, franjinha na cara, mascote que fala, microfones com pinduricalhos, todas as coisas que faziam desses programas matinais tão bons?! Nossa, meu filho definitivamente não vai assistir tv! Onde esse mundo vai parar? O que será dessa geração que está por vir?