sábado, 2 de dezembro de 2006

gelo?

- Uma Coca-Cola e um copo com limão e gelo, por favor.
Não adianta tentar ser educado nessas horas, seu idiota. Gelo? Por favor, porque você insiste em tomar as coisas com gelo?? É uma água dura que vai derreter na sua bebida e deixar tudo aguado e sem gosto. Além de dar doenças. Além de tirar um volume que poderia ser ocupado com o líquido pelo qual você está pagando. E caro. Você bebe as coisas sem gosto só pra ficar doente, você acha isso legal?
- Ow, por favor, você pode levar esse prato e colocar mais azeite de oliva?
AAAhhhh, como ele era chatoo! Já tinha me arrependido de estar ali. Não podia simplismente sair xingando ele assim, logo de cara, mas já via que aquilo não ia ter futuro. Além de pedir copo om gelo, a bebida dele era uma Coca-cola, seu nojento. E ficava enchendo o saco dos gançons, se achando o educado! Sorria, não podia deixar tranparecer minha indginação, mas minha vontade era de sair correndo dali, sem antes, é claro, jogar aquele copo com o líquido negro e a água em estado transformado na cara dele. É claro que agora o garçom ia ser obrigado a levar nossa massa, que estava deliciosa - e com uma quantidade suficiente de azeite de oliva - e guspir nela. Era quase uma lei entre os gançons.
- Você não vai beber nada?
Ele falava com um esboço de sorisso no canto da boca que me irritava. Pessoas que tentavam ser super educadas me irritavam. Pessoas que bebiam Coca-Cola, COM GELO, me irritavam mais ainda. Estava me sentindo mal ali. Já tinha esquecido como era um primeiro encontro - um saco! Mas continuaria ali, fingindo estar feliz, até o fim. Quem manda ser boba de aceitar sair com o prmeiro cara que te convida. Também, esses pedidos eram raros, e parecia que ele até gostava de mim. A maioria dos caras que me convidavam pra sair tinham pena. Sei lá, sei que não estou na minha melhor forma física, minha pele tá feia e meu corte de cabelo não combina com o formato do meu rosto. E mesmo assim o cara na minha frente, que estava ingerindo sua gripe pela taça de cristal (ou alguma imitação, unca sabia distinguir) sorria para mim e me dizia coisas alegres. Ou ele fingia muito bem que tinha alguma interesse, ou ele realmente tinha....
- Você pode trazer a conta, por favor?

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

política

Eu não queria falar nada!
Juro que tentei me segurar!
aguentei bem até agora, so far so good...
Mas não deu mais pra aguentar, vou ter que tecer alguns comentários particulares sobre esse tema tão polêmico, do qual as pessoas (em especial eu) não aguentam mais ouvir.
Seja na televisão, no rádio, em panfletos, na rua, na chuva ou numa casinha de sapê, só se fala nisso, ui!
Meu blog está desatualizado por ainda não ter nenhuma discussão a favor daquele, ou metendo o pau neste...
Não estou aqui para julgar ninguém. Muito menos alguém que eu nem sequer conheço pessoalmente. Mas estou aqui para emitir minha sincera e humilde opinião:
CHEGA DE FALAR SOBRE ESSA MERDA DE POLÍTICA!
Porque você, cidadão de respeito, universitário, executivo, trabalhadro honesto, dona de casa, alfaiate, embrulhador de supermercado, seja lá como você utiliza seu tempo, gasta o que sobra dele para defender ou xingar um cara que nem sabe da tua existência.
Ainda vá lá se o cara for teu parente ou ainda se você tem certeza que vai conseguir aquele aumento, aquela promoção de cargo se o fulaninho vencer as eleições. Mas se não for nenhum desses seu caso, desista.
Se você que bater um papo, fazer alguns comentário sobre tal candidato, vá em frente, mas defender fervorosamente o aspirante a presidência do país já é quase um atestado de burrice!
Primeiro que todo mundo sabe que o presidente, hoje em dia, é uma figura quase monárquica (coloquei o quase para não causar tanto alvoroço), ou seja, ele é apenas representativo, mas não é ele quem manda! Os caras que tão no poder junto é que realmente decidem, e se o rei, digo, presidente não acietar determinadas decisões dos seus companheiros, ele certamente sofrerá as consequencias (CPI´s abertas, "escândalos" denunciados, "roubos" flagrados...).
Em segundo lugar, não vai fazer diferença qual o cara que tá lá no alto, o que importa mesmo é a equipe que ele vai (ter que) formar. Isso é uma coisa a ser analisada, a equipe do cara. Mas isso também não tem como saber de antemão, portanto é votar e começar a rezar.
Sei que não sou a pessoa mais indicada para falar nada sobre política, porque além de não saber muita coisa e nem querer saber muito mais, meu voto é sempre nulo. Sempre.
Quando tirei meu título ahei que fosse revolucionar as urnas. Estudei, assisti os horários políticos (chatíssimos, diga-se de passagem), analisei as propostas dos candidatos, acompanhei debates, procurei me interar conversando com as pessoas sobre o assunto e votei. Votei achando que o mundo tinha mudado quando ouvi o barulinho da urna eletrônica avisando que meu voto havia sido confirmado. Não dá mais pra voltar atrás. Mas eu sabia que tinha votado certo. Puff. Que grande engano. Comecei a perceber certas coisas e formar certas opiniões ainda muito criticadas pelos amigos e conhecidos. Mas agora já faz parte de mim. Percebo mais e mais fatos que atestam minhas suspeitas (de forma sutil, claro). Mas são só suspeitas. Estou sempre aperfeiçoando e reformulando algumas idéias, mas para esse post meu pensamento é exatamente esse axposto acima.
E chega de discutir política.
Que venha o segundo turno



NULO
NULO
NULO
NULO
NULO
NULO

domingo, 24 de setembro de 2006

VOZEARIA - Festival de Bandas Universitárias


O primeiro dia do Vozearia foi um sucesso!! 11 bandas tocaram e todas apavoraram MUITO! Agora na Dominguera vai ter a segunda parte com mais 12 bandas ALUCINANTES.
Apareçam e prestigiem um pouco da cultura universitária curitibana, que anda meio esquecida pelo pessoal dessa idade, aliás, pelo pessoal de todas as idades de nossa cidade "centro de referência cultural nacionalmente reconhecida". Blé.... Mentiiira! Só se for da cultura em massa, da cultura POP, da cultura holywoodiana, da cultura PODRE! A cena alternativa da nossa cidade ainda está desconhecida, apesar de terem coisas FODA, melhor que muito Los Hermanos por aí!
Portanto, prestigiem algumas dessas bandas, que passaram por uma seleção de 75 bandas, onde só 25 puderam ser escolhidas e só 23 delas tocaram realmente.
Até lá! (estarei ao lado do palco, de camiseta laranja).

terça-feira, 12 de setembro de 2006

University of Unknown

A cada dia que passa percebo que não sei o que quero fazer quado crescer. A faculdade me parece desinteressante, não tenho vontade de saber aquilo, de trabalhar com aquilo nem mesmo de entender qualquer coisa sobre aquilo. Quero fazer outra coisa que ainda não sei qual é. Minhas opções de vestibular são: arquitetura na Federal, artes gráficas no Cefet, desenho industrial na Puc, artes visuais na Fap, Relações internacionais na Curitiba, Ciências contábeis na Fae, filosofia na Unicenp e nada em nenhuma das outras.
Tem tanta informação solta por aí e isso confunde minha cabeça. Quero saber tudo, mas não tenho vontade de estudar nada. Tudo me parece interessante, até o momento que eu começo a estudar aquilo, daí perde a graça. O desconhecido me atrai, o inexplorável me facina. Isso acontece com todos, desde sempre. Ninguém está satisfeito.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Absolutamente gigante

If only we believed that tomorow will be bigger than today. If only we could trust ourselfs and know that we could do better. If only we believe that we can change somethings. We never know how the story is going to end. But we know how to start it. Because nothing starts without a beggining.

If it was easy, there would be no fun at all.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Anos Dourados

É só colocar uma música antiga, um filme que tenha uma cena que me traga recordações ou qualquer outro resquício do que sobrou na minha memória que eu começo a sentir meu estômago amortecido. As lembranças trazem a nostalgia, que me fazem ter vontade de correr pelas ruas, de pijama, encontrar todas as pessoas que dedicaram dias seus para mim, ou com as quais eu passei minhas horas do dia, rindo, amando, chorando, conversando, estudando, e abraçá-las, numa tentativa inútil de suprir minha saudades de fatos que nunca voltarão. O passado sempre parece mais feliz que o presente. Não sei se isso é uma impressão só minha ou é um sentimento comum à todos.
Que vontade de estar na festinha americana, esperando o menino mais bonitinho do colégio me tirar para dançar, enquanto o Phill Colins lamenta-se na k7. Como queria passar meus dias fazendo coisas que gosto, com pessoas que amo, sem me preocupar com nada mais do que uma prova de ciências na semana seguinte. O que mais me incomoda nisso tudo é a incerteza de ter aproveitado ao máximo esses tempos bons.
Normalmente esses pensamentos se tornam parasitas temporários da minha mente na época do meu aniversário, ou próximo ao ano novo. Mas desta vez não é o caso.
Quero ter 15 anos de volta!

E a vida só tende a piorar...

domingo, 11 de junho de 2006

sozinha

Acordei com uma puta dor de cabeça. 3h da tarde. Peguei um pedaço do frango de ontem na geladeira e comi, gelado, de ontem. Não consegui comer tudo. Tinha um gosto de alguma coisa estragada, não sabia se era o frango ou a minha boca. Escovei os dentes. Não tinha vontade de fazer absolutamente nada. Coloquei uma roupa e fui dar uma volta. Estava sozinha. Me senti abandonada em um mundo de gente. Um mundo gigantesco, mas não tinha ninguém pra me abraçar naquele momento. Tava frio, muito frio, percebi que não tinha me agasalhado direito. Tava com fome, mas não queria comer sozinha. É triste comer sozinha. Uns 4 filmes bons passando no cinema, mas não queria ir sozinha. Que merda, onde tá todo mundo? Onde tá alguém? Um pássaro morto no asfalto, nojento. Lembrei do frango duro e frio /ui/. O pássaro tava ali, morto, sozinho. Vários pássaros voando, mas nenhum dava a mínima praquele ali, morto. Nenhum se importou. Porra, alguém dê atenção pra ele. Talvez ele tenha morrido de solidão, é possível isso? Se fosse, eu tava prestes a morrer, ali mesmo. Droga de frio. Continuei andando. Andei muito, pensando na vida. Merecia essa solidão. Pessoas são sozinhas no mundo. Na verdade ninguém tem ninguém. E ninguém é de ninguém.
Mas eu sou só sua.