sábado, 30 de abril de 2005

complicated

Não sei se é bom ou ruim mas penso demais nas consequências. Elaboro toda a trajetória dos acontecimentos se fizesse aquilo, se acontecesse aquela outra coisa, se, se, se.... Só concretizo algo depois de um estudo minucioso dos fatos que podem ocorrer. Eu sou muito complicada. Mas sempre prometendo a mim mesma que vou facilitar tudo. Puff, mentindo pra mim mesma.

segunda-feira, 18 de abril de 2005

Atlético

Apenas um parênteses: É CAMPEÃO!!!
Parabenizo meu time pelo espetáculo de Domingo na Kiocera Arena, onde ganhamos uma final de virada. =)
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Mudando de assunto, como é possível estudar muito para duas provas e tirar 3,0 e 3,6? Ahh que ódio. Quem sabe se eu tivesse estudado apenas para uma teria tirado 6,5. Ou não. Mesmo assim eu precisava de 7,5 nas duas provas. = /
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Vai ter show do Engenheiros do Havai e eu não vou poder ir. Motivo: viagem de família. Falando nisso, acho engraçado essas coisas. Sempre quando tem programas reunindo a parentada é a mesma história. Meus tios ficam bêbados, minhas tias ficam na cozinha fofocando de tal parente distante que casou e nem convidou ou que teve um filho sem ser casado... E os primos jogando truco ou poker, tentando pegar umas bebidas alcoólicas sem serem flagrados. E todo mundo se diverte. Eu pelo menos sempre acho o máximo esses programas.

sexta-feira, 15 de abril de 2005

como pedir coisas

Descobri na prática um jeito muito simples para pedir algum favor, algum pertence ou uma autorização.
Onegócio é o seguinte: primeiro você tem que pensar em alguma coisa muito maior, mas muito maior mesmo do que aquilo que você realmente quer. Se possível invente duas coisas piores, em vez de uma, quanto mais melhor. Então você chega para pessoa alvo do plano e fala, com jeitinho, o negócio desejado. Você dá aquele tempo depois que acabar de pedir. Mas tem que dar um tempo certo, não espere muito, apenas o suficiente para pessoa pensar um pouco, porém ela não pode chegar a nenhuma conclusão concreta nesse ponto ainda!
Depois desse pequeno intervalo, que deve durar uns 5 segundos, você lança a segunda notícia. A mais cabulosa. Fala assim, na lata. Sem rodeios e sem embromação. A pessoa com certeza ficará muito mais transtornada. Se tiver um terceiro pedido, repita o procedimento anteriror.
O que irá acontecer é que o cara vai ficar pensando no último desejo e o primeiro vai parecer coisa pouca. Vai parecer algo sem tanta importancia. E quase com certeza você atingirá o seu objetivo principal. Se seguir os passos direitinho você terá sucesso!
Eu tive! \o/

segunda-feira, 4 de abril de 2005

today the sky is blue, but I´m not

Apesar das provas, da ressaca, do espanhol às 7h da manhã e desse tempinho maromenos eu estou muito feliz!
Descobri que não sei escrever coisas engraçadas. Na verdade acho que não sei nem falar coisas engraçadas. Mas depois que me disseram que isso aqui tava muito depressivo, resolvi escrever algumas coisas não depressivas e percebi que não consigo. Credo. Sou uma pessoa triste? Sem graça?
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Tá, não respondam!
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O papa é pop e isso sim importa. Aliás, usou da tática de morrer pra virar astro. Mais do que já era. Será o fim do cristianismo? A nova era chegou? Alguma coisa grande vai acontecer, só digo isso. Bem do tipinho da Veja colocar o cara lá na capa falando que ele mostrou o significado do sacrifício. E as milhares de pessoas que morrem sofrendo? Como se ele tivesse escolhido essa morte. Com certeza se fosse pra escolher, seria uma coisa rápida e indolor. É óbvio isso. Foi do jeito que foi por mero azar do destino. Ou sorte, porque agora o cara tá muito falado. Aliás de que adiantou uma vida toda de sacrifícios (é o que dizem) pra morrer assim. Ir pro céu? Nem quero... muahaha, como sou má! Sem graça, porém má!

sábado, 2 de abril de 2005

Hoje um meninho muito especial me relembrou uma frase do "Pequeno Príncipe" que havia passado batido. Ou talvez por ter sido me falado, na ocasião que foi falado me fez pensar.

"Você é responsável por quem cativa"

Nossa, que lindo isso. Li "O Pequeno Príncipe" sem o espírito pra ler esse livro. Tem que tar inspirado, pensar nas frases, o que elas realmente querem transmitir. E é isso mesmo que você é: responsável por quem cativa. Não adianta ser legal, gentil e simpático a princípio. E depois? Depois é você quem sabe. Se valer a pena, continue sendo assim, muitas vezes isso é muito difícil, mas obtem-se excelentes resultados. E se não valer? O problema é seu então, você que cativou, agora aguente.

terça-feira, 29 de março de 2005

Saiu de casa apenas para dar uma voltinha no quarteirão. Não estava com vantade alguma de fcar em casa estudando ou fazendo qualquer outra coisa que o valha. Foi a pé. Sua perna doía um pouco pela trombada no dia anterior durante um jogo de basquete. Assim que virou na esquina para esquerda viu uma criança. Ela brincava no parque do outro lado da rua. O menininho estava no balanço, se segurava muito forte com uma das mãos em um lado da corrente que prendia o pedaço de madeira ao ferro acima dele. Na outra mão ele tinha um picolé. Fazia calor, apesar do constante vento que batia em seu rosto. Ela continuou andando devagar olhando para o menino. Ele se empurrava com os pés e dava lambidas no seu picolé alternadamente. O garotinho estava sozinho no parque e não tinha ninguém por perto. Ele ria, ria alto para qualquer um ouvir. Porém não havia ninguém lá, ninguém para ouvi-lo. Então ele ria mais alto ainda, se sentindo totalmente feliz com aquelas duas coisas: o balanço e o picolé. Aquilo era o que bastava para ele no momento. A quadra já acabara, virou à esquerda novamente. Esse lado da quadra era mais movimentado. Um casal de velhinhos sentados lendo uma revista. Eles liam, apontavam as gravuras e comentavam as reportagens. A revista culta ficava no meio dos dois. Eles riam e discutiam sobre os assuntos aborados nas páginas impressas. Quando estavam quase brigando por discordar de uma opinião o velhinho tascou um beijo na velhinha e tornou a rir, mostrando sua dentadura muito bem cuidada e reluzente. A senhora sentia-se feliz e transparecia isso.Tornaram a ler. Virou a esquerda novamente e deparou-se com um cara. Um menino mais ou menos da sua idade, talvez uns dois anos mais velho. Ele estava de All Stars preto e uma calça de exército larga. Seus cabelos pretos despenteados combinavam com sua barba de uns dias por fazer. Usava uma camiseta branca e tinha olhos azuis lindos. Não conseguia tirar seus olhos dele. Corou de vergonha. Ele sorriu. Ela sorriu. Não queria que aquela quadra em especial acabasse. Não queria virar à esquerda. Ele vinha na sua direção. Quando alcancou-o pode sentir seu perfume forte. Fazia tempo que não sentia aquilo por algum menino. O último fora seu ex-namorado. Mas sabia que não aconteceria nada com aquele menino. Era apenas bom se sentir assim. Aumentar sua moral, melhorar seu ego. Virou pela última vez na esquina e voltou para casa. Sentia-se bem.

terça-feira, 22 de março de 2005

O desenhado perfeito das nuvens branquinhas no céu azul cintilante a deixavam muito feliz. Sentia-se imponente. Era um desses dias quentes de Março e estava parada na da Cândido de Abreu, a caminho do lugar onde fazia cursinho. Olhava para o alto e as pessoas passavam por ela sem notar sua felicidade, sem perceber que ela era diferente, pois era assim que se sentia. Diferente de todos aqueles vestindo seus ternos, indo trabalhar, sem tempo nem para olhar para cima ou para perceber ela ali.
Por alguns instantes esqueceu-se de onde estava, do horário que tinha a cumprir e das pessoas ao seu redor. Apenas se concentrou em si. O que deveria ser ela para o mundo. Um nada para alguém que nem conhecia a milhares de kilômetros de distância e um tudo para outro. Sua vida deveria ser escrita em um livro para que todos soubessem o que fazia. Todas as coisas maravilhosas e também as tristes que aconteciam diariamente com ela.
Algo estava pra acontecer, mas não podia saber se era bom ou ruim. Resolveu deixar para pensar nessas coisas depois. Sempre tudo para depois. Estava atrasada. Olhou para frente, parou mais um instante percebendo aqueles perto dela. Comecou a andar. Foi cruzar um rua perpendicular distraída quando uma caminhonete preta veio ao seu encontro. Calor.

quinta-feira, 17 de março de 2005


Belíssimo filme espanhol de Alejandro Amenábar que trata sobre a eutanásia. Durante o filme me coloquei a pensar se vale a pena viver não podendo mover um mebro sequer, com excessão da cabeça. Será que a melhor solução é mesmo morrer? Não pude decidir o que seria melhor na situação de Ramón (personagem principal tetraplégico), mas o tema foi exposto de forma excelente. O filme, baseado em uma história real, deixou-me indagando o motivo de nossas vidas. Passamos pelos dias para fazer o quê? Nascer, estudar, estudar, esudar, trabalhar, ganhar dinheiro para viver e morrer. E a maioria das pessoas seguem esse cronograma à risca. Apenas transcorrem os dias de suas vidas inúteis numa inércia contínua. É quase o mesmo que ficar deitado eternamente em uma cama sem poder mover-se. Então matar-se? E todas as pessoas que dependem de você, que amam você, tudo o que você pode ainda fazer em vida... Muito polêmico. Apenas concordo que se alguém quer mesmo tirar sua própria vida, ela deve ter esse direito. Não sei o que eu faria nessa situação e nem quero saber. O que você faria?