domingo, 16 de agosto de 2026

Ano novo, costumes velhos

A véspera do ano novo traz sempre um certo grau de ansiedade. Naqueles dias e/ou semanas que antecedem a troca de calendário, é um momento que geralmente se usa pra rever tudo o que foi realizado naquele ano, e muita gente (eu inclusa) só realiza essa tarefa nesse período, mesmo sem ter pensando sobre isso nos demais trezentos e tralálá dias anteriores - de repente torna-se algo muito importante. Além de dar check (como nossos vizinhos de cima gostam de falar) no que havia sido previsto por você mesma (seu próprio algoz) para aquele ano, também cria-se, nesse mesmo espaço-tempo, um motivo de ansiedade a prazo, com vencimento para daqui a 12 meses: a lista de metas para o ano vindouro.

Nessas idas e vindas de concluir o que foi realizado (aquela experiência de uma hora e meia contou como "voltar a escalar"?), constatar o que não foi efetuado e, claro, já jogar estes últimos itens para a lista do ano que ainda nem começou, o corpo entra nesse processo que gosto de chamar tecnicamente de piripaque (há ainda quem use a terminologia xilique (no dicionário é com "ch", mas no popular se usa o "xis", e eu particularmente prefiro o popular)). Nessa hora, minha amiga, a palma da mão começar a suar, a pálpebra treme e a gente fica inteira suando frio por dias.

Penso nesse período como um inferno astral generalizado. Além das listinhas já citadas, o povo entra na mesma paranoia de agendar festividades com todos os grupos de pessoas que se relaciona - sendo que algumas a gente não viu durante todo o ano, mas faz todo sentido, claro, deixar pra se encontrar com uma galera ao mesmo tempo, vai dar boa, tem que marcar! Com sorte desviamos do famigerado amigo secreto, mas é quase impossível se esquivar dos comentário sobre a uva passa ou da piadinha do pavê (me recuso a replicá-lo aqui).

Como se tudo isso já não fosse estresse o suficiente, temos ainda a criançada em férias escolares, a pressão social para comprar presentes pra familiares e amigos (essa parte não faz nenhum sentido! - como se as demais partes fizesse né), e os preços de tudo ficam inflacionados, menos na Black Friday (tô muito gringa hoje, né?), que aí as coisas estão pela metade do dobro dos valores praticados no restante do ano. Quem consegue ficar ileso às pressões, expectativas e estresses que esse período contém, acaba pegando por osmose de alguém próximo. É um surto coletivo.

Feliz ano novo!

- Texto escrito em 16 de agosto de 2026, afinal o calendário é só uma convenção social.

ps: Aproveitar que estamos no início do segundo semestre pra marcar rolêzinhos com os grupos e conferir as metas do ano hein pessoal, não vamos deixar tudo pra dezembro!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Superficial

A falsidade de algumas pessoas é uma coisa incrível. Conversas superfíciais, casamentos por interesses, mentiras e inveja é o que mais tem por aí. O que realmente importa é a roupa que ela usa e o carro que ele tem. Falta do que dizer pois o conhecimento de tudo é quase nada! Aprender o quê na escola? A maior escola que existe é a vida, mas as pessoas ignoram isso e continuam se enganando. Fome por cultura. Um acesso cada vez maior a livros e materiais interessantes, mas tudo isso jogado de lado para acessar o fotolog instagram daquele ou o orkut facebook daquela.

Posso estar até me tornando repetitiva em certos assuntos, mas não consigo parar de me indignar com coisas que presencio. Parar de me revoltar com essas coisas? Nunca. Entender que vivo em um mundo diferente do meu jeito e que tenho que me adaptar para minha própria "sobrevivência"? Claro claro. Nem precisa mais falar.

- Texto escrito em 2005, adaptado somente aos nomes das redes sociais atuais (que são iguais às antigas, com uma interface mais agradável) -

Oscar 2015

Final de semana passado houve a premiação do Oscar, e mais uma vez  fico extasiada com toda a fantasia que envolve este e todos os eventos red carpets. É claro que é muito bacana que exista este momento para prestigiar e premiar os artistas do cinema hollywoodiano, dar aos ganhadores a oportunidade de falar algumas breves palavras, o encontro e troca de figurinhas entre colegas do mesmo ramo é sempre muito benéfico e este evento proporciona isso. O problema é que algumas celebs fazem qualquer coisa para aparecer.

Ok, não vou entrar no mérito dos valores exorbitantes gastos pelos artistas nos seus figurinos, ou as fantasias esdrúxulas que sempre aparecem - isso tudo faz parte do show. Mas percebe-se claramente um paralelo da realidade do próprio evento, com o filme que recebeu a estatueta mais importante da noite, trazendo à tona o clichê "a vida imita a arte e a arte imita a vida".

É notória a busca desesperada de algumas celebridades pelos flashes e microfones, com o intuito de serem vistas pelos milhares de expectadores, laureadas pelas centenas de blogueiras e até  afrontadas pelos haters - cuja finalidade muitas vezes é a mesma que o objeto de seu ódio. Vale de tudo por um pouco de atenção, para ter novamente o gostinho dos seus dias de glória.

Porém, ao contrário do que acontece no filme Birdman, onde a ascensão é cobiçada através de uma demonstração artística, após meses de trabalho e ensaios, na vida real este caminho é muito mais simples: brilho, grana e um vestido que é grande demais para a poltrona do teatro. Não precisa ter talento, não é necessário decorar nenhuma fala ou acordar às 5h da manhã para gravar um filme ou para ensaiar.

E entre tantos outros que se destacam, não há exemplo que se encaixe melhor nesta descrição como a Jennie from the block. J-lo tentou ganhar o mundo da música, depois quis o cinema, e não obstante se aventurou com o galã e diretor Ben Affleck, e no fim não conquistou nenhum deles. Por isso que minha mãe sempre diz: faça uma coisa de cada vez, e faça direito.

Se no mundo dos mortais a busca pela aceitação, e a vontade de agradar à todos é um tema tão recorrente, imagine dentro do glamour de Hollywood. O assunto é tão sério, que a síndrome da depressão está presente na maioria dos lares de Beverly Hills, quando os artistas percebem, após um triunfo, o peso de voltar ao anonimato, de não estar mais nos tabloides e de perceber sua energia e disposição esmaecendo junto com a fama.

Michael Keaton expõe belissimamente este universo em seu personagem Riggan, do aclamado Birdman ou a inesperada virtude da ignorância. Nem mesmo os mais talentosos e queridos, como o Robin Williams, estão à salvos de tal avassaladora doença. Mais uma vez: vitória do ego.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

creSER

Atropelei uma pomba. Isso nunca tinha me acontecido antes, e foi horrível. Apressada, indo para o trabalho, 7h48 com o Boechat dando seus pitacos. Vi elas ali, eram duas - eram, porque agora é apenas uma. Estavam pousadas no asfalto, serenas, brincando com as folhas do outono que se desgarraram das árvores, ou comendo restos que os cachorros desprezaram na madrugada friorenta. Mal sabia ela - a que morreu - o que estava por vir.

O carro estava a 50km/h, a rua era estreita e 60m à frente havia um cruzamento. Vi elas ali, eram duas, mas não pisei no freio. Diz que pombas são ratos com asas - não concordo. Mas não discordo. E afinal de contas elas sempre voam. E voaram, mas a que estava mais à esquerda, ao acompanhar a amiga no voo para a direita, acabou acertando em cheio meu capô, e depois o vidro do para brisa, e depois rolou para o chão, com as asinhas abertas. As penas que se soltaram demoraram mais a alcançar o piso, fizeram uma dança no ar enquanto eu, incrédula, cobria a boca com a mão.

Deveria parar, voltar, ver como ela estava?  Estava atrasada para o trabalho, e afinal de contas era só uma pomba. Tentei ainda um último adeus pelo retrovisor, para certificar-me de que o velório seria em um local tranquilo, mas não consegui localizá-la. Penso que ela mereceu a morte: não era habilidosa o suficiente para continuar vivendo.

Todo este episódio me leva a outro acontecimento, 4 anos antes. Ainda estudante, fui uma noite ao Largo da Ordem tomar um CL (Leia-se: Campo Largo - para os não familiarizados com o apelido). Logo no começo da noite, caminhando pela calçada, vi uma pomba zumbi semi-morta. Ela estava jogada na sarjeta, ainda respirava, mas não se movia. Passei quase uma hora ao lado do animal, que deve ter tido uma história parecida com o nosso herói anterior. Mas jamais imaginaria que eu seria a vilã anos depois.

Aquela pomba, ofegante, com os olhos entreabertos, morreu nas minhas mãos. Nunca jamais havia presenciado uma morte assim, nos meus braços! Confesso que uma lágrima escorreu tímida. Eu odiava a pessoa que tinha feito isso com ela. E quando constatei que os pulmões já não se enchiam e que os olhos não se abriam mais, coloquei seu corpinho junto ao pé de uma árvore e cobri com algumas folhas e galhos que estavam caídos por ali. Penso que ela mereceu um velório: não fora sua culpa que algum motorista apresado não a vira.

E assim retrato, nestas duas histórias, a transição entre ser jovem e ser adulto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Polícia, para que precisa?

Acontece nos 4 Domingos que antecedem o Carnaval, tem início a partir das 16h quando o trio elétrico liderado pela animada banda Garibaldis e Sacis e colaboradores partem do alto do Largo da Ordem, descendo vagarosamente até chegar no antigo bebedouro de cavalos.

Assim vem sendo feito o Pré-Carnaval em Curitiba, que já marca presença na capital paranaense a 13 anos e reúne gente de todos os tipos: velhos, jovens, crianças, travestidos, mulheres, turistas, mendigos, galera do funk e do surf, fantasiados, gente com pouca roupa, meninos... Todo mundo tava lá com o mesmo intuito, de se divertir e pular carnaval ao som das boas e velhas marchinhas. E claro, tomar aquela cervejinha estupidamente gelada, vendida em diversos pontos nos isopores ambulantes ao módico preço de 3 reais a lata, ou então a bebida já quase oficial do evento, o Fontana, espécie de licor de maça e morango, vendido em garrafas de plástico esverdeado. Os únicos que não estavam na festa eram os policiais, deixando o evento sob controle dos próprios participantes que, diga-se de passagem, não decepcionaram: cerca de 7 mil pessoas nos domingos mais quentes.

O evento todo é organizado pela comunidade, com pouquíssima ou quase nenhuma ajuda da prefeitura, que dá a permissão para fechar algumas ruas durante o evento para a passagem de veículos. Algumas entidades privadas dão seu apoio monetário e logístico para que toda a folia aconteça!

No dia 05 de Fevereiro lá estávamos, dançando, Fontana na mão, conversando com os que trombávamos pelo caminho, muito calor e muita alegria. Não vi nenhuma briga durante todo o tempo, inclusive em determinado momento Garibaldis e Sacis parou a música porque viram do alto do trio elétrico uma confusão que logo foi resolvida, e a festa foi rapidamente retomada!

Por volta das 21h o trio se despede e se recolhe. Muita gente se foi para suas casas mas muita gente continua dançando, bebendo, cantando pelas ruas de paralelepípedo e dentro dos bares. Algum tempo depois, houve reclamação do barulho e a polícia decidiu aparecer e nos brindar com o ar de sua graça. Neste momento estávamos na fila do banheiro dentro do Bar Sal Grosso, e a sucessão de eventos que aconteceu durante a meia hora seguinte me fez acreditar que estávamos dentro do filme Tropa de Elite.

Aparentemente jogaram uma garrafa de vidro na viatura da polícia militar que estava chegando para controlar o nível de ruído, e isso fez com que eles tomassem medidas drásticas. Por volta de 15 PMs com espingardas de bala de borracha na mão, atirando bombas de efeito moral, e 5 viaturas começam a fazer todo mundo correr para se defender. Os bares fecharam suas portas com todo mundo que estava dentro para se proteger. As pessoas corriam, gritavam, xingavam os policiais, e alguns usaram parte das barracas da feirinha hippie que estavam empilhadas por ali como escudo, e jogaram pedras e garrafas nos policiais que se defendiam dando tiros com bala de borracha e porradas com o cacetete.

O barulho e os clarões das bombas estourando em algum lugar muito próximo dali, os estrondos dos disparos, garrafas quebrando, gritos, foi um espetáculo surreal diante dos meus olhos em um domingo atipicamente quente na nossa capital ecológica.

Quando a coisa parecia estar mais calma, o Bar reabriu suas grades de ferro e as pessoas puderam sair com cautela. As viaturas ainda estava por ali, tinham policiais armados caminhando entre as garrafas quebradas e as barraquinhas destruídas jogadas pelo chão. Outro motim dos policiais teve início e dessa vez tivemos que nos refugiar dentro do Restaurante Madero e assistir assustados a cenas chocantes pelos vidros das janelas.

Meu sentimento durante os tristes acontecimentos que tiveram lugar no famigerado largo da ordem foi de impotência. Não podíamos fazer nada, e não tínhamos a quem recorrer! Realmente fiquei petrificada de medo da própria polícia, quem reagiu levou tiro, muita gente sangrando, as pessoas só queria fazer eles pararem. Pode parecer ridículo, porém em mais de uma ocasião pensei: "vamos chamar a polícia pra acabar com essa palhaçada e prender esses policiais arruaceiros". Opa.


O que vi foi falta de humanismo, perda de controle da situação e abuso do poder. Parecia que eles estavam entediados e queriam um pouco de ação.

Eu concordo que os participantes do evento não eram exatamente inocentes: muita gente fazendo uso de droga, uso abusivo do álcool, algumas lixeiras quebradas, desacato a autoridade, vendedores ambulantes ilegais, ruído excessivo em rua pública e local residencial após as 22h, etc. Porém a atitude dos policiais foi de extrema violência e desrespeito aos direitos humanos. Foi desnecessária e abusiva.

A ação da polícia deveria acontecer sim, porém não da forma como foi. Os policiais só geram raiva e violência com essa imposição da ordem a força. Pessoas que estavam lá para se divertir acabaram prejudicadas, gente que estava trabalhando saiu sangrando... O evento deve ser feito em parceria e controlado pela polícia, de forma humana e digna, onde os cidadãos se sintam seguros e respeitem as leis.

Sinto dizer que tenho medo da polícia no Brasil, que me sinto totalmente desprotegida e que não acredito que possa contar com os serviços deles para nada. Inclusive os vejo como corruptos, despreparados e não tenho respeito nenhum pelos PMs. O acontecimento de ontem só serviu para reforçar esse sentimento e aumentar minha vontade de fazer alguma coisa. Mas o que?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vomitinhos & estações

Hoje eu vomitei... Fazia um tempão que isso não acontecia (estando sóbria)! Fui trabalhar, e as 10h16 chegou meu super hot dog dinámico (com salsa americana, tomate, palta e toda a cebola a que eu tenho direito). Tava MUITO bom. Mas meia hora depois me sentia mal mal mal... Depois de umas 2h no banheiro - e diga-se de passagem que o banheiro do meu trabalho não é o melhor lugar para se estar por mais de um par de minutos - consegui vomitar. Acho que o ambiente até ajudou nesse caso. Voltei pra mesa e botei umas ações pra vender.
Aqui no Chile as estações são muito bem definidas, e agora estamos no outono. Minha percepção das estações é muito apurada: de metade de novembro a metade de março durmo com a janela do quarto (que é a mesma janela do apê, visto que só tenho uma), até junho durmo com a janela fechada, de comecinho de junho até comecinho de setembro tenho que dar uma ligada no aquecedor um pouco antes de dormir, e de setembro a metade de novembro durmo com a janela fechada e assim por diante. E claro que a quantidade de tempo de aquecedor e a abertura da janela também vão aumentando ou diminuindo de acordo com a proximidade da próxima estação.
Moro num apê de um ambiente. Se eu abrir os braços e me esticar bem toco as duas paredes contrárias. Mas no momento não penso em me mudar. To feliz aqui:





segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bienvenidos a Chile!

Tomei meu último Guaraná Antártica. A situação tá começando a ficar crítica. Já tá na hora de voltar ao Brasil, nem que seja por um fim de semana, ou que alguém de lá venha me visitar, preciso sentir o cheirinho da terra mãe.
Apesar que nesse fim de semana no Lolapalooza escutei mais português do que espanhol entre o público, não o público geral, claro, o público da área VIP. Aliás, como brasileiro adora reclamar em, nunca vi. E eles sempre acham que porque tão fora do Brasil podem ficar xingando em português a vontade que ninguém vai entender, "é só falar rapidinho...". Parafraseando: "Puta que pariu, essa cerveja é pior que Bavária e ainda servem quente", "Caralho velho, vai ter atendimento péssimo assim na porra", "Que coisa mais idiota não vender bebida alcoólica num showw!!"...
Tá, essa última pode ser que tenha sido eu mesma que falei, mas pelo menos tive a classe de pronunciar em bom e alto español chileno, cachay?
Além de ir no show Sábado e Domingo com entradas doadas por generosas almas chilenas, ganhei entradas para o incrível e fantástico Fantasilandia (espécie de Beto Carreiro chileno)!!! To muito feliz, Sábado que vem tô lá!
Agora tenho vizinhos novos. Saiu a queridíssima amiga Dominicana, e depois de alguns meses sola, veio para o apê parede-com-parede ao lado alguém, que eu ainda desconheço! Eu sei, eu sei, deveria já ter ido me apresentar ou pelo menos dar um oi pela sacada semi-compartida que temos, mas eu sou curitibana, e eles chilenos e isso não justifica, mas explica muita coisa.
Meu subconsciente, para que eu não caia em uma depressão profunda, usa essa mesma explicação para o fato de que eu ainda não tenho nenhuma amiga chilena! Ah, tudo bem, nem queria mesmo...
Fui pagar a inscrição para esse trimestre de aulas de francês, que começam semana que vem, mas não tem nenhum outro inscrito no meu nível para o horário que eu quero!! Se você conhece alguém que está no nível intermediário 1 de francês e queira fazer aulas das 19h às 21h30, ah e que more no Chile, perto de Lastarria, se increva aqui! Obrigada!
Fui Sexta-feira, sozinha, ao Teatro Municipal, em uma apresentação do HUBBARD STREET DANCE CHICAGO, que estava fantástica! Isso me fez querer muito voltar a fazer aulas de dança, e deixo aqui um pedacinho...

http://www.youtube.com/watch?v=PSncGXS-rbA

domingo, 14 de dezembro de 2008

Estar preso à liberdade

Quando você não tem opção, contenta-se com o que lhe coube. E dá um jeito de ser feliz com o que se tem. Sabe que não pode fugir daquilo, e assim se esforça para satisfazer-se.
Quando a vida te oferece um leque de oportunidades, você se perde.
A sociedade exige o tempo todo que você saiba o que quer, vá atrás disso e ainda por cima, seja o melhor. Mas você não sabe o que quer, você não consegue escoher. Tudo lhe atrai ao mesmo tempo que lhe repele.
Parece que você não vai conseguir fazer nada da vida, vai ser um zé ninguém. E isso é o que dá mais medo. Não ser lembrado, não ter feito diferença no mundo, não ser um exemplo a ser seguido. Claro que você tem que ser motivo de orgulho para alguém.
E aí você vive agoniado, ansioso. Tudo o que faz parece uma perda de tempo, porque você não tem objetivos. Você não sabe onde quer chegar. E a vida continua passando, e você tem que fazer alguma coisa. Nunca, jamais ficar parado, pensando. Não há tempo para isso.
É necessário trabalhar, produzir, ganhar dinheiro. Será que não tem uma profissão: ser feliz? Só isso.
E quando você perecebe, está com 47 anos, trabalhando em um banco, em um concurso que você fez "só pra tentar". Agora trabalha lá há 23 anos, e está contando os dias para se aposentar. Quando você se aposentar, aí sim: "vou começar a disfrutar a vida, colher os frutos que plantei. Meus filhos já estão encaminhados, não tenho mais nenhuma pendência". AGORA você vai começar a viver?
Morro de medo de me deixar levar à essa situação. Isso é tudo o que eu não quero. Isso é tudo o que eu não vou fazer.
Não sei o que eu VOU fazer. Mas saber o que não quero é um começo. Um começo pra começar a viver. AGORA.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

rapidinhas

Segunda é agora, na Quinta-feira

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Chaves são portas

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Tudo no universo pode ser comparado com um pote. Aliás, o Universo é um grande pote.

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id:
age
eita!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

enclausurada na liberdade

O viu chegar. Correu ao seu encontro, mas bateu o rosto no vidro. Aquilo doía. Parece que não ia aprender nunca a verificar se a janela estava realmente aberta. Àquela hora ele sempre deixava a janela fechada. Apesar do ruído provocado pela colisão, ele pareceu não ter reparado nela, do outro lado do vidro, agora pousada no peitoril da janela.

Sempre chegava por essa hora. Faz mas ou menos um mês que o observava. Não contou o tempo decorrido desde a primeira vez que o viu. Mas se apaixonou de imediato. Foi a primeira vez que alguém a olhou nos olhos, tão profundamente, tão intensamente. Sentiu que ele queria dizer alguma coisa com aquele olhar. Depois daquele dia ele nunca mais a olhara daquela forma.

Não iria desistir tão fácil. Estava apaixonada; e a paixão não a largava, não a deixava fazer outra coisa que não pensar nele. Tinha um objetivo claro. Sabia que era livre, que poderia ir para onde quisesse, a qualquer momento. Mas não queria. O que sentia era muito forte; a aprisionava de toda a liberdade que tinha disponível.

Naquele dia, nada especial, ele chegou. Porém não chegou como todos os dias chegava. Trouxe alguém. Sabia o que iria acontecer. Isso sempre acontecia. Porque ele não abria a janela? Porque ele a cativara e agora não abria a janela? Cansou de ter tanta liberdade, de poder estar em qualquer lugar que desejasse, e não poder atravesar uma janela. Trocaria tudo isso para estar com ele. Para receber carinho e atenção.

Era pedir muito? Será que algum dia encontraria? O olhou pela última vez, sorrindo para aquela mulher. Pulou do parapeito. E para muito, muito longe voou.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Fernando:

Seguinte, Cuba não é uma chacina não, que nem você falou... Com
certeza morre muito menos gente lá por atentar contra o governo do que
no Brasil de fome. Você sabe o que é morrer de fomee Fernando? Nem eu,
e espero que nunca estejamos nem perto de saber... Lá, todo mundo tem
casa, todo mundo tem saúde (os dentes das pessoas são lindos,
perfeitos), todo mundo tem educacão BOA (e não essas alfabetizações de
adultos que você aprende a desenhar teu nome, as pessoas tem faculdade
pública lá, boa), todo mundo tem emprego, todo mundo tem segurança
(sabe o que é NÃO EXISTIREM ASSALTOSS... não existe isso,
simplesmente) e todo mundo tem comidaa... Vocês não sabem o que é
isso... ou melhor, vocês sabem, mas 80% das pessoas no Brasil não
sabem!
Claro Fernando, é muito fácil adorar o capitalismo, você tá bem. Pra
mim isso é egoísmo puro. Capitalismo é um sistema de egoístas. Entendo
que o seu amigo Pedro, disse que nunca viveria em Cuba. É complicado
responder de prontidão que viveria lá, ainda mais depois de ver de
perto tudo: sim, eles são pobres. Mas eles não morrem de fome! De que
adianta eu ter meu rolex, meu ipod e minha mercedes se eu não posso
sair na rua, porque meu "companhiero", que não tem essas coisas, vai
me roubar. É claro, é a vitrine do capitalismo. Ele vê tudo aquilo,
ele quer ter, não tiro a razão dele. É difícil não ser hipnotizado
pelo brilho, pela tecnologia, pelas mulheres lindas em propaganda de
shampoo que o capitalismo oferece. Eu uso shampoo também! Atire a
primeira pedra quem nunca teve um nike. É fato, é cômodo estar no
capitalismo, para nós. Mas se as pessoas não conhecessem o consumismo
Fernando, se esse veneno nunca tivesse se espalhado, ninguém ia
reclamar de comer frango com arroz, dado pelo governo todo dia, e usar
uma roupa só com o intuito de se proteger do frio (e esconder as
partes íntimas) e não querendo estar mais bonito que os outros, ter
uma roupa mais descolada. E se o mundo todo fosse desse jeito, as
pessoas poderiam viajar livremente, porque não iam ficar tentadas
vendo todo o glamour das outras comunidades. O capitalismo foi tão bem
maquinado, que consegue convencer a todos. Porque vende o que você
quiser: sua beleza, sua saúde, sua inteligência, seu status. As
pessoas não são o que são no capitalismo, são o que podem comprar!

sábado, 28 de junho de 2008

Atuar

Atuar não é apenas uma profissão. É muito mais do que isso. Atuar é uma escolha de vida. É querer, amar, chorar, dançar, gritar, fazer, girar. Principalmente sentir. Sentir o mundo que o envolve, entender reações, perceber emoções. Estar sempre pronto. Colocar suas emoções expostas. Nunca ter medo de sentir, sentir intensamente, de se mostrar e de viver.

         Como atores, temos que nos envolver com nossos papéis. Temos que ser nosso personagem e fazer com o que o nosso personagem seja nós. Uma coisa só. Temos que sentir, pensar, andar e falar como o personagem. Não deixamos de ser quem somos, mas nos moldamos e entendemos nosso personagem.

         A criatividade entra nessa explosão de sentimentos, ajudando-nos a inovar, a pensar como o personagem, a agir como ele. Devemos estar sempre prontos para criar coisas novas. Não nos fechar com o excesso de técnica, mas sim conseguir, com a técnica, descobrir novos meios de interpretar, novas formas de expressar sensações.

         Para uma mesma interpretação receberemos críticas e elogios. O importante é conseguir perceber nossas falhas, nossos pontos negativos, e filtrar o que nos dizem. E nunca estacionar. Um personagem nunca está pronto, perfeito. Devemos continuar tentando coisas novas, novas formas de expressar o mesmo poersonagem, mesmo que já trabalhamos com ele há anos.

         Atuar é uma escolha para a vida toda. Não tem como deixar isso de lado nem por um segundo. O mundo e as pessoas que nos rodeiam são nosso laboratório de estudos. Nosso corpo é nosso instrumento de trabalho. Através de nossa voz e gestos é que nos comunicamos com nossos "clientes". Só depende de nós fazer com que eles nos entendam, nos amem, nos sigam, nos odeiem ou chorem conosco.

            "A arte revolucionária deve ser uma mágica capaz de enfeitiçar o homem a tal ponto que ele não mais suporte viver nessa realidade absurda" - Glauber Rocha

domingo, 11 de maio de 2008

Cidade Sorriso

O sistema de transporte com ônibus, terminais, canaletas e ligeirinhos é desejado por diversas outras cidade, que visitam Curitiba para levar idéias a seus próprios países. O plano diretor e urbanismo é usado como modelo para outras cidades. O município é chamado de "Capital Cultural" e de "Cidade Sorriso" e é também considerado um dos mais arborizados entre as capitais brasileiras. O IDH e índices econômicos figuram entre os mais altos do Brasil.
No entanto o trânsito está cada vez maior; o movimento passe-livre já existe há três anos na cidade; a população é conhecida como fechada e grossa; o número de favelas cresce assustadoramente; a festival de teatro é um evento cada vez mais interessado nos fins lucrativos e não culturais; o vandalismo e a violência estão tomando conta da paz e sossego da cidade; o teor de poluição no ar é alto....
Qual versão da cidade adotar?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Meus temas atuais

FAP
Filosofia
TUT
Tropa de Elite
"A república" de Platão - Livro 7
"Bodas de Sangue"
choconhaque
Tim festival
B to W
"O teatro brasileiro moderno" de Décio de Almeida Prado
Cashier no SnowSummit
Mergulho em Bombinhas
Copel
CAEPC
Projeto Rondon
feriado
Artes cênicas
Curso Conexão
Reuni
Cantina do DCE
Fluxo de caixa
visto J1
layouts
Tonho
Mostra de cinema argentino moderno
Yoga
turnê de teatro
vestibular
"Parem o mundo que eu quero descer"
formatura de química ambiental
medições
preencher formulários
trena
trabalho de ETM
chocolate
computador
alugar apê
feirinha hippie
"seis filósofos na sala de aula" - vários autores
promoções do hagah
"jeca tatu" do Mazaroppi
trabalho de processos construtivos 2
UFPR
Fax
Vidraçaria
numerologia
alemão
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

sim à moda

Se for pra se vestir, que seja relevante,
que expresse algum pensamento, sentimento, ou simplismente o estado de espírito momentâneo, ainda que seja complexo;
que demonstre algum desejo, ânsia ou vontade;
que transpareça algo sobre você, seja no acessório ou na peça principal;
ou mesmo que minta,
que traduza a pessoa que você não é e nem quer ser;
que exteriorize erronemente o seu íntimo,
mas que seja relevante -
se não for assim, que sejas nu.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

" O Ministro Che Guevara - Testemunho de um Colaborador"

Quinta-feira, dia 14/06, no sindicato dos engenheiros do paraná, houve uma divulgação de lançamento do livro "O Ministro Che Guevara - testemunho de um colaborador" de Tirso W. Saenz, com o autor presente, falando um pouco mais do livro.
Fui.
Cheguei atrasada, não sabia se estava no local certo e quando perguntei me informaram que o Tirso ainda não havia chego, mas estava a caminho. Aguardei.
Tirso W. Saenz é cubano, formado em Engenharia Química, trabalhou muito tempo pra Proctor & Gamble em Cuba e depois virou vice-ministro de indústrias, sendo que o ministro, nessa época, era o Ernesto Che Guevara.
O autor do livro comentou que estava a muito tempo querendo escrever este livro, pensou até no título "O che que eu conheci", mas decediu mudar para dar mais ênfase ao Che em si, demonstrando seu esforço em biografar o famoso guerrilheiro.
Quando lhe propuseram entrar na política cubana e trabalhar com indústrias, Tirso ficou um pouco assustado, pois ele sempre atuou no ramo da química apenas. Decidiu então conversar com o Che Guevara, que seria o chefe para o cargo em questão e descreveu esse primeiro encontro com palavras que eu jamais esquecerei: "seus olhos pareciam dois holofotes, tinham vida, brilhavam, ansiavam". Olhei a foto (aquela uma famosa) do Che Guevara pendurada na parede do auditório e me senti na presença dele, como se ele eativesse ali, em carne e osso.
As pessoas (me inclua na lista) já divinificaram o Che. E é sempre importante lembrar que ele tinha vida, trabalhava, tinha fraquezas, igual a todo mundo. É mais ou menos esse lado "dia-a-dia" do Ernesto que o livro traz.
Um episódio interessantíssimo que Tirso contou foi uma viagem que eles fizeram, saindo de Havana, para visitar uma indústria. O Che estava dirigindo e ele sentando no banco do passageiro. Sempre tinha que ir um carro de escolta atrás, apesar do Ministro não gostar muito. No caminho havia um pedágio pequeno, a tarifa era perto de 10 centavos. Um pouco antes de chegar no pedágio, dois veículos entraram entre a escolta e o carro que eles estavam. Che comentou que os seguranças deveriam estar furiosos, quando percebeu o que acontecia pelo retrovisor. Chegaram no pedágio e, como o Ernesto nunca carregava nenhum dinheiro, Tirso pagou os 10 centavos. Quando eles estavam arrancando, o carro de escolta veio a toda, pelo lado do pedágio, sem pagar a tarifa, para conseguir alcança-los. Che Guevara, vendo o que aconteceu, freiou imediatamente, saiu do veículo e dirigiu-se aos guarda-costas ordenando que eles voltassem e pagassem os 10 centavos. Se toda a população cubana que passava por ali tinha que pagar, eles não seriam exceção. Tinham que dar o exemplo.
O autor conta que Che Guevara sempre foi muito ético, muito disciplinado, muito estudioso, mesmo sendo tão aterefado quanto era, ele sempre arranjava tempo para cumprir seus deveres como ministro. Durante as guerrilhas, em que ele viajava muito para ajudar nas lutas, dividia as indústrias que deveriam ser visitadas pelos vice-ministros, deixava algumas tarefas e partia. Quando voltava, exigia de todos os relatórios das visitas estipuladas. Tirso contou que Che havia acabado de chegar de viagem e foi cobrar os relatórios que tinham prazo para aquele dia mesmo. Um dos vice-ministros não tinha visitado a indústria, disse que tava cheio de trabalho e não havia dado tempo para ir, e alegou que era uma indústria pequena e ele não sabia porque tinham que visitá-la. Diante disso, Che tirou do bolso do seu uniforme surrado (que usava todos os dias e era o mesmo desde sua primeira guerrilha) umas folhas de papel manuscritas e explicou que assim que chegou de viagem, antes de ir trabalhar, ele foi visitar a indústria de lápis, que havia ficado sob sua responsabilidade, e ali estava o relatório da visita. Pediu ainda desculpas por estar escrito à mão, ele realmente não havia tido tempo, mas iria datilografar assim que saísse dali. Apesar de ser uma pequenina indústria de lápis e apesar de estar em meio a uma guerra, Che cumpria com seus deveres e nunca escolhia trabalho. Dividia as indústrias que tinha que ser visitadas igualmente, por sorteio, entre todos que trabalham ali, incluindo ele mesmo.
Outra história presente no livro demonstra a humildade de Che Guevara. Já eram 4h da tarde e, devido a reuniões e tarefas que eles tinham que fazer, Ernesto e Tirso ainda não haviam almoçado e somente então conseguiram ir a um pequeno refeitório para comer. Quando chegou o prato, Tirso sorriu, era um bife enorme, ele nunca havia visto algo tão grade e suculento. Naquela época (anos 50) em Cuba não havia aquilo, a carne era escassa e era preciso economizar. Tirso olhou o prato de Che e verificou que continha exatamente a mesma coisa que o dele. Che ficou encomodado com o que viu, fez um sinal para que tirso não comesse e pediu para que levassem aquela montoeira de carne dali e trouxessem uma comida condizente com a realidade cubana. Tirso ficou desolado, estava com muita fome, mas percbeu a grandiosidade daquele ato. Notou ainda que Che não havia feito aquilo para mostrar ao povo, porque só havia um segurança, o garçom e Tirso ali no restaurante.
Che Guevara participava do racionamento de comida. Em sua casa nunca houve mais alimentos do que aqueles previstos pelo governo para toda a população cubana. Ele poderia ter mais, tinha como conseguir, mas sempre seguiu o programa. Queria viver exatamente como todos em Cuba.
Infelizmente não pude ficar até o final do debate porque tinham que terminar um trabalho de Ciências do Ambiente! Antes de ir embora tirei uma foto de Tirso, já que não tinha 35 reais para comprar seu livro e pedir para ele assinar. Queria uma recordação daquele homem de 76 anos que me cativou em apenas 10 segundos de discurso. Ele fala um portunhol com um forte sotaque cubano. Foi casado com uma mineira (já falecida). A maneira com que conta as histórias prende a atenção de todos. No início do debate, ele contou que estudou a vida toda em colégio católico, apesar de nunca ser um religioso atuante, mas desde pequeno via os comunistas como monstros com grandes dentes saindo para fora da boa que comiam criancinhas. Sempre levou essa imagem com ele, pois era assim que era ensinado no catolicismo naquela época (hoje não é muito diferente disso). Até que ele começou a se envolver com a política cubana e logo depois virou vice-ministro. E até hoje disse não ter encontrado ninguém com dentes gigantes.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

devolvam elas!

é engraçado...

... e até me divirto com absurdos do cotidiano:
pessoas envergonhadas
burocracias
trânsito
celular
filmes horríveis que todo mundo quer assistir
preocupação com roupas
brigas
compras
abuso do poder
cumprimento de ordens
política
shopping centers
futebol
ONG´s
vício em computador
música porcaria que vira moda
novelas
religião
Veja
criticar os outros
mandar em alguém
nike shox
desinteresse por assuntos do seu interesse
aquecimento global
salto alto
pessoas irritadas
preocupação com opinião alheia
moda
Globo
e-mail
relações humanas
falsidade
hipocrisia
preconceito
medo de discussões
não participação às atividades de seu interesse
vontade de ter muito dinheiro
Blog...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Quando se tem um objetivo é fácil!
Eu não sei onde quero chegar. Não tenho um grande sonho. E quando não se tem sonho, não se tem vontade de continuar nada. Nem de começar.
Tipo uma casona, um emprego não sei onde, um determinado carro, uma tal viagem... Qualquer coisa. Nada...
Aí perdeu o gosto. Sabe o gostinho das coisas. A conquista, passo a passo, degrauzinhos de uma escada, por aí vai. Perdi
Quando a gente é pequeno sempre pensa no futuro. Acha que a vida vai ser aquilo e tudo está certo. Não tem como dar errado. Onde foi que eu me perdi? Planos, metas, sonhos... cadê? Onde foi parar aquela vida "perfeita" que eu tinha programado pra mim mesma?
Minha mãe sempre fala que crescer é difícil, que os problemas vão aumentando. É verdade, embora eu continue não acreditando nisso. Penso que a fase que estou vivendo é a que tem mais problemas, impossível complicar mais.
Sou uma adolescente com crises existenciais e sem saber que rumo tomar. Porra, já era pra ter estabilizado, pra estar tudo certo










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sexta-feira, 30 de março de 2007

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Quando sento no computador não consigo sentir nada. Fico um poço vazio, sem opiniões, sem constatações sobre o que vejo e leio. Por isso não consigo escrever! A tela tenta reproduzir as cores reais e vivas do mundo lá fora, mas não chega nem aos pés da vida real. O virtual não me encanta, apesar de passar horas na frente dessa máquina.
Alerta: o computador causa dependência e é prejudicial à saúde.